CCSC alerta através de debate para a desvalorização dos escritores de Coimbra

Iniciativa tem o objetivo de incentivar não apenas a leitura, mas a escrita sobre a cidade. Oradores pretendem interagir com o público. Por Ana Laura Simon

O Auditório do Museu da Água, vai ser o espaço que vai dar lugar à Tertúlia “CULTURA.LIVROS.COIMBRA”, organizada pelo Clube da Comunicação Social de Coimbra (CCSC), no âmbito da Feira Cultural de Coimbra. A iniciativa que se vai realizar no dia dois de junho às 19h, vai abordar temas relacionados a Coimbra e os seus escritores. Os membros do CCSC que vão ser oradores, são, António Cabral de Oliveira, Hélder Rodrigues e Américo Santos.

Na “terra da cultura”, “os escritores e livros não são tantos quanto se deve desejar”, afirma o presidente do CCSC, Braga da Cruz, que será responsável pela moderação da discussão. Segundo ele, “a ideia surgiu de um dos associados, Hélder Rodrigues”, e veio para fazer “uma intervenção ativa”. Um dos objetivos é “criar um espaço, no qual se discute a publicação dos livros, a escrita e a comunicação”, informa o presidente do CCSC.

Na apresentação, vão estar presentes pessoas que escreveram livros sobre Coimbra, que, de acordo com Braga da Cruz, têm uma ideia sobre como fazer com que “voltem a ter grandes escritores com intervenção nacional”. O mesmo complementa que desejam desmistificar a ideia que a cidade não possui autores de relevância, dado que “Coimbra tem muitos escritores, mas são mal divulgados”.

Por abordar não apenas a importância da escrita, mas também da leitura, o presidente do CCSC destacou que a mesma “sempre foi importante, e a cultura vem através dela e de tudo que vem da palavra escrita”. “A princípio julgamos que não somos capazes de escrever”, mas “todas as pessoas têm a capacidade de transmitir ideias”, refere. No âmbito da intervenção na cidade, salienta que o incentivo a novos escritores contribuiu para “projetar o nome de Coimbra e as ideias sobre a cidade, de forma a valorizar a cultura”.

O clube, que editou três livros este ano e vai promover a edição de outros, espera contribuir para que outras pessoas escrevam sobre a cidade, ou sobre assuntos que interessam para a mesma. Apesar de afirmar a relevância dos livros para a sociedade, Braga da Cruz salienta que para além do preço dos livros, a edição dos mesmos, “é muito cara”.

Fotografia: Jéssica Gonçalves