“Ciência” da projeção ensinada no TAGV

Projeto educativo promove o contacto com a projeção em película. Pretende-se que “a profissão de quem prepara as películas não caia em esquecimento”. Por Marina Ferreira e Ana Laura Simon

No dia 18 de maio vai decorrer no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) uma formação, orientada pelo coordenador do projeto e projecionista do TAGV, João Silva, no âmbito do projeto educativo da instituição. A iniciativa pretende envolver todos aqueles que se interessam pela sétima arte e desejam entender o que está por trás de uma tela de cinema.

Com esta oficina, João Silva espera que os formandos percebam o processo de “preparação até a película ser colocada na máquina de projeção”, explica. Além disso, afirma que “apenas quando o filme partia ou ficava sem som o público se lembrava que havia uma pessoa na projeção a trabalhar”. Sublinha ainda a importância das profissões que estão a entrar em esquecimento”, caso dos projecionistas.

No âmbito da formação, o organizador pretende explicar o funcionamento da colagem dos filmes, e como a máquina em si deve ser executada. “No fundo, isto é uma ciência”, aponta João Silva, e completa que é essencial obter conhecimentos para entendê-la. O projecionista, que começou a lidar com películas aos 13 anos, destaca que “a sua vida é o cinema.”

“Para já os participantes são somente adultos”, refere o coordenador. Aponta que “no futuro seria interessante a promoção de seminários para crianças e para jovens”. O objetivo de integrar as camadas mais jovens neste projeto é “as novas gerações entenderem o que é o trabalho de quem faz projeção”.

Ainda no decorrer do projeto educativo do TAGV, no mesmo dia vai suceder o ‘workshop’ de fotografia com o fotógrafo John Gallo. A estas duas iniciativas, junta-se uma formação sobre Composição em Tempo Real sob a orientação de João Fiadeiro, nos dias 22 e 23 de maio, em que serão trabalhadas as práticas de improviso e composição.

Fotografia gentilmente cedida pelo TAGV