Palco Ruc marcado por novidades logísticas e de alinhamento

Cartaz do palco alternativo pretende chamar mais estudantes. Várias estreias nacionais fazem parte do programa. Por Raquel Medeiros

O cartaz do Palco Ruc para a Queima das Fitas (QDF) foi anunciado ontem, dia 12 de abril. O palco conta com alterações no programa e no número de artistas, em relação aos anos anteriores. De 4 a 7 de maio, os estudantes podem contar com nomes como Ermo, Nídia e Cindy Looper.

Uma das novidades do palco alternativo é a sua posição: em vez de estar de costas para o rio, vai passar a estar voltado para a relva. O organizador João António Sousa realça a importância da mudança ao focar que “o ambiente vai ser mais familiar, intimista e também mais verde”. Para o organizador, este novo modelo possibilita uma maior adesão de participantes.

Quanto ao cartaz, houve um esforço feito para se trazer uma maior quantidade de artistas. Em relação ao ano passado, em que atuavam dois artistas principais por noite, este ano, a organização esforçou-se para trazer mais um. Deste modo, a participação dos DJs RUC vai ser reduzida e de acordo com as necessidades de cada noite de parque.

Em destaque estão artistas que se vão estrear em Portugal como Iglooghost, no dia 6, e Oshun, no dia 5. O primeiro realça-se pela sua edição pela Brainfeeder, uma das maiores editoras do plano alternativo. Já a dupla de hip-hop norte-americana, Oshun, vem apresentar o seu álbum “bittersweet vol.1”.

Faz parte do programa a DJ e produtora Nídia que se estreou na editora Príncipe Discos com Danger. A sua sonoridade passa por ritmos de kuduro e tarraxo. No último dia de palco atua a australiana Zanas com ritmos techno e industrial e Powell com um misto de techno, EDM (sigla inglesa para Música Eletrónica de Dança), eletro e industrial. Neste dia estreia-se Cindy Looper com sonoridades ligadas ao techno.

O organizador João António Sousa acrescenta que, este ano, os dias não vão ser organizados por géneros musicais mas sim por “energias e formas de ver a música”. Deste modo, o primeiro dia vai ser dedicado a ritmos mais “dançáveis” , o segundo vai centrar-se em estilos como o pop e hip-hop, no terceiro conta-se com sonoridades “world-music” e o quarto e último dia vai ser dedicado a música eletrónica desde o tecnho ao electro.

A organização pretende “elevar o nome do palco e o nome da Queima” e crê que isto vai ser possível devido ao feedback positivo que tem recebido. Para melhorar a experiência do público, João António Sousa revela que o Palco Ruc se encontra “a trabalhar com uma empresa” para adquirir material que proporcione conforto.

Fotografia: Raquel Medeiros