E-Summit: empresas desconstroem Engenharia Química

Empresas nacionais e internacionais são principais convidadas do NEDEQ/AAC. Evento estende-se de sexta a sábado. Por Maria Francisca Romão

Foi fora dos laboratórios e das salas de aula, mas com as armas do costume que os alunos do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra participaram no ciclo de palestras E-Summit de hoje, sexta-feira. Os cadernos repousaram no colo dos estudantes, enquanto as canetas e a atenção trabalharam numa equação que resultou num “auditório completamente cheio”, reflete o presidente do Núcleo de Estudantes do Departamento de Engenharia Química da Associação Académica de Coimbra (NEDEQ/AAC), David Pereira.

O E-Summit ou Engineering-Summit é uma iniciativa que “visa abordar as competências que não são desenvolvidas num curso universitário tradicional”, explica o presidente do NEDEQ/AAC. E exemplifica: “é o caso das ‘soft skills’, da possibilidade de estabelecer contactos e de conhecer os representantes de empresas ligadas à engenharia química”. É a estas empresas que cabe conduzir as palestras, despertar a curiosidade da audiência e promover o debate. David Pereira frisa ainda a importância de que os estudantes percebam aquele que é o ritmo empresarial.

“As empresas têm também uma componente financeira, mas ninguém está aqui para discutir finanças”, ouve-se durante a intervenção da representante da empresa Bluepharma. Dinheiros à parte, é apenas de engenharia que se fala. Ou não fosse este o tema de ligação das diferentes palestras. Ao longo do primeiro dia do E-Summit, empresas como Innovnano, Tucab, Omya e Bluepharma tomaram a palavra e “aproximaram-se de toda a comunidade académica”, garante David Pereira.

Intervenção da empresa Bluepharma

O presidente do NEDEQ/AAC lamenta a não adesão de algumas das maiores empresas a nível nacional, mas reconhece que “o facto de esta ser uma primeira edição faz com que o evento ainda não tenha força para trazer algumas instituições de maior relevo”. Uma das faltas mais sentidas é a da Galp, ainda que a esperança pareça ter conquistado um lugar na tabela periódica: “quem sabe se uma segunda edição vai poder contar com a participação da Galp”, comenta. Mesmo assim, o E-Summit conta com a representação de empresas internacionais.

“O Departamento de Engenharia Química deu uma roupagem mais atrativa a uma iniciativa que já se realizava de forma anual no âmbito das saídas profissionais”, assegura David Pereira. O ‘reset’ da imagem passou por mudar o nome de evento, remodelá-lo e trazer novas vertentes, conclui. A Engineering-Summit estende-se também ao dia de amanhã e vai contar com as intervenções de representantes da Cimpor, C-Brain e Philip Morris.

Fotografias:Maria Francisca Romão