Alexandre Amado: “25 anos de desporto de uma Académica una”

Pavilhão Engº Jorge Anjinho pode agora ser usado pelas secções desportivas. Começo dos EUSA Games é o limite para terminar obras iniciais. Por Miguel Mesquita Montes

“A Associação Académica de Coimbra [AAC] tem outras casas, mas a sua dimensão desportiva implica ainda mais espaço”, sugeriu o presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), Alexandre Amado. Neste sentido, em conjunto com a AAC/Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF), o corpo gerente anunciou hoje, em apresentação pública no edifício-sede da AAC, a assinatura de um contrato de gestão e partilha de espaço do Pavilhão Engº Jorge Anjinho.

O acordo tem a duração de 25 anos e “vai permitir que se crie um ambiente que reúna toda a Académica num espaço mútuo”, informa Alexandre Amado.

O presidente da AAC/OAF, Pedro Roxo, abriu a apresentação a dizer que a Académica é, agora mais do que nunca, uma só. “A academia começa na Rua Padre António Vieira e expande-se, cada vez mais, por toda a cidade”, argumenta. O presidente da AAC/OAF anunciou, ainda, que “o Núcleo de Veteranos e a Mancha Negra vão continuar a ter o seu espaço no pavilhão”.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Carlos Cidade, também esteve presente. Declarou “uma grande satisfação pela conclusão deste processo”, que se prolongou pelos últimos dois anos. No entretanto, foram construídas novas infraestruturas em Coimbra. “Mas não se podia deixar de olhar para este pavilhão, construído em tal zona nobre da cidade, e que nem sequer estava a ser usado”, referiu o vice-presidente da CMC.

“Voltar a impulsionar o desporto através das suas modalidades e ligá-lo aos adeptos” foi o objetivo principal para a DG/AAC se aproximar e, por fim, assinar o contrato, segundo Alexandre Amado. Muitas secções desportivas têm de treinar longe do centro da academia e “esta jogada vem responder a essa instabilidade”, explica o presidente.

“O pavilhão está apto para receber treinos e até competições”, garante Alexandre Amado. No entanto, o presidente da Direção-Geral esclarece que, ainda assim, “este precisa de uma limpeza de fundo e alguma maquilhagem”. O mesmo aponta “pequenas reabilitações nos balneários entre restantes ajustes” como imperativos para os European University Games 2018. Para isso, adianta que a DG/AAC já se candidatou a um fundo do Instituto Português do Desporto e Juventude para o plano de reabilitação de infraestruturas desportivas.

“A candidatura vai ajudar a proceder, com apoio público, a obras de fundo para melhorar o pavilhão a longo prazo, inclusive o piso do mesmo”, conclui.

Fotografia: Maria Francisca Romão