TAUC celebra 130º aniversário com “ReViver Coimbra”

Evento conta com atuação da Orquestra da TAUC e estreia balada de Pedro Camacho. “Perceber que, no presente, existem grandes intérpretes da Canção de Coimbra” é um dos objetivos. Por Filipa Vieira

No âmbito da 20º Semana Cultural da Universidade de Coimbra (UC), o Teatro Académico de Gil Vicente vai receber o concerto “ReViver Coimbra”. Com a atuação da Orquestra da Tuna Académica da Universidade de Coimbra (TAUC), o espetáculo vai ocorrer no dia 14 de março às 21h30 e assinala os 130 anos da TAUC.

“A celebração dos 130 anos é uma oportunidade ótima para fazer espetáculos inovadores”, afirma o presidente da TAUC, Ricardo Peres. A convite da TAUC, o compositor Pedro Camacho compôs uma balada a propósito do aniversário do grupo e do “ReViver Coimbra”, onde vai ser estreada.

“O concerto encontra-se dividido em duas partes, nas quais vai ser feita alusão à cidade de Coimbra e à sua guitarra”, explica Ricardo Peres. Inicia-se com a atuação da Orquestra da TAUC, “numa vertente mais tradicional da Canção de Coimbra”. Para a primeira parte da iniciativa foram também convidados solistas, membros da TAUC e guitarristas da academia, que vão tocar, em conjunto com a Orquestra da TAUC, temas desta cidade. A segunda parte conta com a atuação do Cithara, um grupo que conjuga guitarra de Coimbra, violoncelo e viola de acompanhamento “numa Canção de Coimbra diferente do habitual , que não deixa de tocar na sua essência”, esclarece o presidente. “O grupo vai tocar peças a solo e conjunto com a Orquestra da TAUC”, acrescenta.

Ricardo Peres declara que a história da TAUC é uma soma de imensos feitos pela academia, pela música e pela cultura da cidade. “A tuna fez parte do crescimento da Canção de Coimbra, das lutas estudantis e da fundação da Orquestra da TAUC, pelo que esteve sempre envolvida na cultura desta cidade”, informa o mesmo.

De acordo com o presidente, o objetivo é “perceber que, no presente, existem grandes intérpretes , pois a canção de Coimbra não está estagnada, ao contrário da crença comum”. Por esse motivo, “foram convidados guitarristas jovens e o Cithara, que são uma inovação para canção de Coimbra”, conclui Ricardo Peres.

Fotografia: Magalí Zaslabsky