[II Liga] Académica vs Sp. Covilhã – os estudantes, um a um

Foi um jogo com poucos lances dignos de registo. Ainda assim, João Pimentel e Paulo Sérgio Santos viram um jogador que poderia ter feito um amigável internacional contra as Ilhas Fiji, outro que fez despertar um ‘hashtag’ e um penálti que entra para a lista de apanhados de fim de ano da Eurosport. Fotografia por Mónica Rego

Ricardo Ribeiro – 7

A Académica deveria ter pensado no bem-estar dos seus jogadores como pensou nas crianças. Uma promoção de uma manta polar e um banquinho de madeira em troca de um bilhete teria sido agradecida pelos jogadores mais carenciados de solicitações ao longo de uma tarde gélida. Como Ricardo Ribeiro.

Mike Moura – 6

A confusão mental do estudante viu-se por um cabeceamento aos 41’. Certamente empolgado por se encontrar isolado frente ao guarda-redes, esqueceu-se que já não vestia a camisola serrana. É certo que Coimbra estava fria, mas duvidamos que a Covilhã estivesse mais agradável.

Nélson Pedroso – 6

A meio da primeira parte, Zé Castro teve o esforço louvável de tentar orientar o seu colega de setor, passar-lhe toda a sua sapiência e experiência. Tivesse-a Nélson e poderia ter vestido a camisola da seleção num amigável contra as Ilhas Fiji, feito uma carreira valorosa em terras de ‘nuestros hermanos’ ao serviço de Hércules, Albacete e Tenerife. Assim, nada aprendeu, e leva com bolas entre as pernas de jogadores do Sp. Covilhã.

João Real e Zé Castro – 7

Há duplas de centrais de candidatos ao título da I Liga piores, bem piores, incomensuravelmente piores, que a da Briosa. Abençoados sejam tipos experientes e ainda com velocidade nas pernas.

Yuri Matias – 6

#voltaricardodias. p.s. – conseguiu não ser expulso, embora tenha assustado aos 85’.

Zé Tiago – 6

Sabemos que é bom tipo, trata a bola como poucos naquele plantel, mas hoje não era o seu dia. Foi rodopiando sobre o esférico, afastando-se de zonas de confusão para receber a redondinha e endossá-la em condições, sem, contudo, ser eficaz. Como Ricardo Soares disse, mais tarde, não é um tipo pressionante, tem outras qualidades.

Chiquinho – 7

Qual é a prenda mais desejada por todos os academistas este Natal? Damos três pistas: é franzino, tem tatuagens e conduz um belíssimo BMW. E, obviamente, joga pa caraças.

Marinho – 7

Jogo 205 – Depois de tudo o que fiz sou, substituído pelo Diogo Ribeiro. PELO DIOGO RIBEIRO?!

Luisinho – 6

De todos os inhos, foi o mais fraco em campo. Não que tenha sido mesmo, mesmo mau, subentenda-se. Mas foi daqueles jogos, diz-se na gíria futebolística, em que valeu mais o resultado que a exibição. Foi assim com Luisinho.

Djoussé – 7

Djoussé é como alguém a quem outro alguém liga quando está bêbedo. Sóbrio, o segundo alguém sabe que não deveria dizer “I just called, Djoussé, I love you”, porque Djoussé não merece. Mas, a haver ligação, seria bom que Djoussé contasse uma história, uma anedota, algo divertido, para quebrar a tensão e o embaraço. Como se lhe tivesse sucedido sofrer o penálti mais estúpido de 2017, com a bola já quase fora das quatro linhas.

Harramiz – 0

Escorregou.

Ki – 0

Foi agredido, certamente por ter usado chuteiras laranjas ao invés de verde-fluorescentes.

Diogo Ribeiro – 0

Provocou um jogador contrário ao insinuar que os queijos da Serra, este ano, não estão grande coisa.

Ricardo Soares – 6

Tem posto a equipa a jogar melhor, sem dúvida alguma, e há uma onda academista cada vez mais pujante. Mas o discurso futebolístico é de cartilha antiga, e seria bom que não o fosse, que houvesse mais alguma franqueza e espontaneidade na oratória. Dizer que é mentira um jogador que não joga na sua posição ser a terceira opção para o lugar é, em si, uma mentira.