“Mudança”, RJIES e Jogos Europeus Universitários em destaque na tomada de posse dos corpos gerentes da AAC

Alexandre Amado eleito pela segunda vez como presidente da AAC. Na cerimónia agradeceu à família, amigos e eleitores. Por Francisco Madaíl e Mónica Rego

Realizou-se ontem no polo II da Universidade de Coimbra (UC) a tomada de posse da lista C para os corpos gerentes da Associação Académica de Coimbra (AAC). Alexandre Amado afirmou que a vitória alcançada em novembro foi fruto de um coletivo e agradeceu a “todos os que apoiaram a sua causa” já que foram “essenciais para a conquista de um resultado histórico”. Acrescenta ainda, “o que torna toda a equipa excecional é a sua capacidade de mudança”.

O presidente reeleito mostrou-se satisfeito com a adesão estudantil às urnas, uma vez que houve uma redução da abstenção – “Os estudantes votam porque acreditam no potencial da Académica para melhorar as condições de todos”, referiu. O resultado alcançado nas eleições do passado mês “recusou as lógicas do costume por desafiar as probabilidades ao contrariar o mito da apatia da geração atual”, reconheceu Alexandre Amado.

Reverter as propinas, normalizar as taxas, emolumentos e alterar o Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES) foram temas centrais da candidatura da lista C, relembrados pelo dirigente durante o seu discurso como propostas de futuro. “Estas são as medidas prioritárias para o ano de 2018, por se tratarem de pontos fulcrais do mandato que merecem total atenção”, explicitou o presidente da Direção-Geral (DG) da AAC. Reforçou que todos devem ter o direito ao Ensino Superior – “Se um colega vê negada a possibilidade de frequentar a universidade por falta de posses económicas, isso coloca em causa o meu próprio direito à educação”, disse.

Alexandre Amado garantiu que o novo mandato vai ser de “grandes oportunidades” e realçou a organização dos Jogos Europeus Universitários  em 2018 como um “evento histórico para a academia, a cidade e Portugal”.  Acrescenta que seis anos após a primeira proposta, vai ser possível tornar Coimbra num ponto de referência para o desporto europeu. A este desafio, a DG prometeu responder com “humildade, compromisso e determinação”.

As dificuldades financeiras e a escassez de recursos humanos que as secções da AAC enfrentam, representam uma preocupação para o presidente da DG. O mesmo admitiu que a solução para este problema passa por envolver todas as secções culturais, desportivas e núcleos de estudantes. “Só com uma gestão inclusiva e uma visão global é possível elevar a Académica a um novo patamar”, concluiu Alexandre Amado.

Fotografia: Francisco Madaíl