Encontro de vozes universitárias em Coimbra

Coros de Espanha e Bulgária atuam em Coimbra. Coletânea de António Fragoso e poemas franceses para coro são estreia mundial no evento. Por Ana Sofia Neto e Ana Santos

Há 30 anos que Coimbra acolhe o Encontro Internacional de Coros Universitários (EICU). A 14ª edição deste evento, a realizar-se entre os dias 7 e 10 de dezembro, conta com a participação de dois coros estrangeiros e três coros nacionais, incluindo o anfitrião, o Coro Misto da Universidade de Coimbra (CMUC). As atuações vão ter lugar em vários pontos da cidade.

Este ano, em comemoração do 60º aniversário do CMUC, “vai testemunhar-se uma estreia mundial de um repertório de António Fragoso”, informa a presidente do CMUC, Rita Ribeiro. Para além da compilação do “conhecido compositor português”, pode contar-se com “o arranjo inédito de poemas franceses para coro”, revela. No âmbito da partilha cultural, vão estar presentes o Coro Rovira i Virgili, vindo de Espanha, e, a representar a Bulgária, o Coro Angel Monolov. Vão participar, ainda, o Coro Académico da Universidade do Minho, o Coral do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, a Tuna Académica da Universidade de Coimbra e a Estudantina Feminina de Coimbra.

O encontro surgiu, a princípio, “com a intenção de alargar o repertório coral, a partilha cultural e o convívio entre coros”, esclarece Rita Ribeiro. Hoje em dia, o evento é motivado “pelo desafio, pela elevação do nome do coro e pela sua qualidade artística, ao levar o seu nome além-fronteiras”, expõe. Acrescenta que a “escolha dos coros é feita através de uma pré-seleção, de onde se distinguem os mais enquadrados e com melhor qualidade musical”.

A presidente revela que a maior dificuldade na organização deste encontro é “,sem dúvida, a falta de apoios e o interesse geral das entidades em patrocinar este tipo de iniciativas culturais”. Apesar de alguns apoios, “o coro é um organismo autónomo e, por isso, autofinanciado”, explica. Ainda que esta edição seja “realizada nos moldes das anteriores”, Rita Ribeiro indica que vê esta tarefa dificultada, na medida em que “o orçamento tende a ser cada vez mais pequeno”.

Fotografia: Magalí Zaslabsky