“Pequenos ritos” conjugados no Colégio de São Jerónimo

Performance integra Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra. Perspetiva técnica abraçada pelo título do espetáculo. Por Catarina Magalhães e Samuel Santos

O projeto “Pequenos Ritos para Nós Mesmos” surgiu do “cruzamento em diversos palcos” de André Rosa e Frederico Dinis, alunos do doutoramento em Estudos Artísticos (EA) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com especialidade em estudos teatrais e performativos. A atuação resulta de um “desafio mútuo”. Interliga os meios digitais, parte que é da responsabilidade de Frederico Dinis, e o corpo, porção entregue a André Rosa. Nos próximos dias 6 e 15 de dezembro, às 20 horas, o Largo de D. Dinis, morada do Colégio de São Jerónimo, vai receber a atuação.

A escolha do título está ligada a um trabalho que ambos “abraçaram mais na perspetiva técnica”. Frederico Dinis realça a importância da conjugação entre “ritos para quem presencia” e os ritos em função dos quais os criadores se conheceram. O aluno de doutoramento em EA sublinha que o convívio entre público e artistas pode “criar algo de novo”.

A performance integra-se no âmbito do Anozero’17 – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra. A amostra artística acolhe o espetáculo ao ter em conta o tema central, “curar e reparar”. Na perspetiva de Frederico Dinis, esta é a oportunidade para “potenciar uma performance específica”.

A escolha do espaço relaciona-se também com o mote do Anozero’17 e o contexto cultural. O Colégio de São Jerónimo é descrito como um “local coletivo e reparador”. Frederico Dinis elucida que se trata de um lugar histórico, visto que foi o antigo hospital da cidade.

O espetáculo, coproduzido com o Teatro Académico Gil Vicente, promete “uma atuação em que o corpo é biotecnologia”. A entrada é livre e o espetáculo tem a duração de uma hora. Frederico Dinis deixa o convite para todos os interessados.

Fotografia: Arquivo