“Mistérios da Água” discutidos na FCTUC

“O conhecimento da água tem uma história, mas ainda há muita investigação nos dias de hoje”. Iniciativa dinamizada pelo Centro de Ciência Viva da UC em parceria com o NEB/AAC. Por Eduarda Mendes e Micaela Santos

“A água é uma substância quotidiana. Está por todo o nosso planeta, está dentro de nós próprios”, afirma Carlos Fiolhais, diretor do Rómulo, Centro de Ciência Viva da Universidade de Coimbra (UC), no âmbito da palestra “Mistérios da Água: propriedades de uma substância extraordinária”. Este evento vai ter lugar no Departamento de Física da Faculdade de Ciência e Tecnologia da UC (FCTUC), esta terça-feira, dia 14 de novembro, pelas 18 horas.

Esta atividade é organizada em parceria com o Núcleo de Estudantes de Biologia da Associação Académica de Coimbra (NEB/AAC). Juliana Calças, presidente do NEB/AAC, sublinha a importância deste tipo de eventos por “abordar diversos temas, não só na área específica da biologia, mas em outros temas mais gerais, que podem fazer diferença no dia a dia de quem participar”.

José Teixeira Dias, professor de Química na Universidade de Aveiro, é a figura central nesta conferência. “Este é um professor e investigador muito estimado, com uma grande experiência pedagógica”, refere Carlos Fiolhais. Acrescenta que “a lição que ele vai dar é o resultado de muitos anos de estudo”.

“O conhecimento da água tem uma história, mas ainda há muita investigação nos dias de hoje”, sublinha Carlos Fiolhais. Com esta afirmação, o diretor do Rómulo alerta para a importância deste tema na atualidade.

Carlos Fiolhais explana que “a água é uma substância muito comum e conhecida, mas tem qualidades fantásticas e únicas”. Exemplo disso é que “a água é uma das poucas substâncias que, na fase sólida, flutua em cima da fase líquida”. Isto é, o gelo flutua na água, ao contrário da maioria das substâncias que, quando solidificam, vão ao fundo. A propriedade que permite que tal aconteça é a ligação especial entre as moléculas da água.

A palestra dirige-se, em especial, aos estudantes, mas também ao público em geral. “A ciência é aberta e a única condição para ir assistir é ter curiosidade”, informa Carlos Fiolhais.

A organização espera casa cheia, uma vez que a participação é livre e se trata de uma oportunidade diferente. O diretor do Rómulo acrescenta ainda que, se a palestra tiver muita adesão, existe a hipótese de convidar de novo José Teixeira Dias para dar seguimento a esta temática noutras palestras.

Fotografia: Inês Nepomuceno