“À boleia para Hollywood”

Temas retratados na peça são transversais a qualquer audiência. ‘Feedback’ tem sido positivo nos palcos onde já passou. Por Luís Almeida e Carolina Cardoso

Com três personagens em palco, “À boleia para Hollywood” promete pôr “o público a rir e a chorar”, afirma Sofia de Portugal, uma das atrizes da peça. Em conjunto com Cláudia Vieira e João Lagarto, constituem o elenco desta produção, encenada por Cucha Carvalheiro. A peça fala sobre “o amor e as suas várias formas, o medo, a fragilidade humana e a maneira como se cobrem as fragilidades com máscaras”, acrescenta. Estreia no Teatro Académico de Gil Vicente, no dia 18, pelas 21h30.

O texto original é de Neil Simon, um dramaturgo norte-americano, que a encenadora declara gostar por ter “uma escrita elegante, sensível e bem-humorada”. Afirma ainda que “os bons textos teatrais são universais” e que, “apesar de ter sido escrito nos anos 1980, continua atual”. Cláudia Vieira, que interpreta a personagem principal, Libby Tucker, confirma e noção de atualidade, pois “muitos dos momentos da peça podem encontrar ressonância em qualquer pessoa”.

Em busca do sonho de ser atriz, Libby Tucker viaja para Hollywood. No decorrer do percurso, encontra o seu pai, que não vê desde os 3 anos de idade. Este personagem é interpretada por João Lagarto. Além disso, descobre-se também a si mesma pelo caminho, como explica Cucha Carvalheiro. O ator adianta que, apesar de “se tratar de uma comédia, às vezes a lágrima também assoma ao canto do olho”.

A encenadora procurou juntar a experiência no teatro de João Lagarto e Sofia de Portugal, com a vontade de explorar esta vertente artística de Cláudia Vieira. “No teatro, como em toda a representação, são necessárias dádiva e disciplina, capacidade de observação e de empatia”, elucida a protagonista da peça.

Dois meses de ensaios já se refletiram em dois espetáculos com ‘feedback’ positivo, como afirmam todos os entrevistados. Sofia de Portugal considera que “o público se identifica de imediato com as personagens”. Isto porque todos são “filhos e pais” que “riem e choram”, justifica Cláudia Vieira.

Fotografia gentilmente cedida por NoWords Productions