Estudante da UC premiado com prémio de jornalismo

Membro da RUC partilha Prémio de Jornalismo Fernando de Sousa com equipa do jornal online ComUM. “Estas recompensas ajudam a divulgar e a dinamizar o que é o jornalismo académico”. Por Hugo Guímaro

Tomás Nogueira, membro da Rádio Universidade de Coimbra (RUC) e a equipa constituída por Tiago Ramalho, Paulo Costa, Pedro Costa e Pedro Esteves, membros do ComUM, Jornal informativo da Universidade do Minho, foram galardoados com o Prémio Fernando de Sousa na categoria estudante. A entrega da primeira edição do prémio ocorreu no NewsMuseum, Sintra, no passado dia 9 de maio.

“Fiquei contente e honrado, é sempre bom ser premiado”, constata Tomás Nogueira e acrescenta que este prémio não o distingue apenas a si, mas também à RUC, espaço que o permitiu “evoluir como pessoa” e chegar até onde chegou. Este galardão “é uma enorme responsabilidade” porque é batizado em nome de um jornalista português “que tinha como missão o esclarecimento do público”, explica. O membro da RUC confessa que não pode “deixar de ter isso como sua missão também”.

Tiago Ramalho, membro do ComUM, tem uma opinião semelhante. Defende que esta atribuição é importante “porque podemos demonstrar que o jornalismo académico tem valor, qualidade e pertinência, mesmo num contexto da União Europeia [UE]”. Declara ainda que “é importante para os alunos desenvolverem-se, não só pelo curso, mas também pela formação que é feita através das oportunidades extracurriculares”.

Este é atribuído com o intuito de fomentar o respeito pela liberdade e diversidade de ideias da comunicação social. Insere-se num contexto da Comissão Europeia e procura a melhoria da comunicação entre as instituições da UE e os cidadãos europeus. Tem a sua promoção realizada pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, e visa homenagear e perpetuar o jornalista Fernando de Sousa ao reconhecer trabalhos desenvolvidos nas áreas de imprensa escrita, rádio, televisão e internet, sobre assuntos europeus, publicados num meio de comunicação social português.

A criação deste prémio “atribui importância ao sector do jornalismo”, explica Tomás Nogueira. Os galardões que vêm de instituições como a Comissão Europeia “são prova que a sociedade tem de estar empenhada na contribuição para um dos pilares essenciais da democracia”, acrescenta. Tiago Ramalho elucida ainda, que “estas recompensas ajudam a divulgar e a dinamizar o que é o jornalismo académico” e “que renovam o interesse de temas como a UE”.

Apesar de ter outros trabalhos que podiam enquadrar o concurso, o membro da RUC elucida que a peça que escolheu “era a mais relacionada com aquilo que era o tema”. Explica que a peça resultou “do balanço de um discurso sobre o estado da UE no parlamento europeu” e que “não foi algo a pensar no concurso, mas sim algo que fez parte de mais um dia de trabalho”. A reportagem vencedora, por parte da equipa do ComUM, “nasceu porque o Paulo Costa resolveu falar com uma das personagens da peça” e, a partir daí, “começou-se a procurar outras histórias, dados e definir focos”, informa Tiago Ramalho. “É importante desmitificar o que são bairros sociais e o que são comunidades ciganas”, defende.

O regulamento impunha que as peças a concurso fossem publicadas num órgão de comunicação registado. Para o membro da RUC, essa imposição resultou na fraca adesão de peças na categoria de estudante, porque “muitos estudantes de jornalismo e comunicação social não têm acesso a essas plataformas”. Para o ano essa cláusula vai deixar de existir e qualquer trabalho que tenha sido valorizado por um professor e validado “pode concorrer e estar apto a ganhar”, conta. O membro do ComUM tem outro ponto de vista, “é difícil existir um jornal académico que noticie sobre esta temática porque o ComUM é regional e não consegue incluir matérias tão vastas”.

Quanto ao prémio, este materializa-se num título de transporte no valor de 3 mil euros atribuído aos vencedores da categoria de estudante. Tomás Nogueira explica que “o valor vai ser repartido pelos vencedores”. Porém, Tiago Ramalho informa “que ainda não tem qualquer informação sobre como vai ser realizada a repartição monetária”. Ambos concordam com o tipo de recompensa, que “é sempre um alento para quem concorre, pois permite viajar e para fazer trabalhos”, afirma o membro do ComUM. Em tom de conclusão, o membro da RUC espera que “ se continue a valorizar aquilo que é essencial na nossa sociedade” e que “se invistam em mais iniciativas destas”.

Fotografia: Fábio Lucindo